Origem do Jejum Intermitente

O jejum já é uma prática milenar, que tem sido realizada ao longo de toda a evolução do ser humano. No início, era feito em virtude da escassez de alimentos, pois os nossos ancestrais vivam da caça. E, nos últimos séculos, ele tem sido realizado por razões médicas e religiosas.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o jejum intermitente não é uma novidade para muitos brasileiros, e ele, inclusive, já é uma prática comum em determinadas religiões, como é o caso do islamismo, por exemplo, que segue o Ramadã, ou seja, o mês em que os fiéis devem abster-se de alimentos durante o dia.

A revista científica Nutrição e envelhecimento saudável publicou o resultado do estudo, que demonstrou que os participantes perdem, em média, 3 kg em 12 semanas de dieta. Além de também terem diminuído, em média, cerca de 341 calorias diárias.

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Em virtude disso, pesquisadores acreditam que a restrição de alimentos de forma moderada, por 8 horas diárias, pode contribuir para a perda de peso, sem a necessidade de ficar contando as calorias dos alimentos. No entanto, esses resultados são apenas iniciais. E é preciso realizar mais estudos a longo prazo.

Quanto ao uso mais recente do jejum intermitente, esse se deu depois que um grupo, formado por acadêmicos norte-americanos da Universidade de IIIinois, dos Institutos Salk de Estudos Biológicos e de Indiana, decidiu realizar um estudo com a duração de 12 semanas, em que 36 pessoas obesas foram submetidas a um jejum intermitente.

Porém, de um tempo para cá, o jejum intermitente está conquistando mais adeptos, mas por outros motivos, diferentes dos religiosos. Ele tem sido uma aposta para muitas pessoas, por causa da promessa não só de emagrecer, mas também de fazer com que o corpo se mantenha jovem por mais tempo e por ser um aliado na reeducação alimentar.

Os Riscos Envolvidos

Alguns pesquisadores entraram em um consenso de que dieta milagrosa não existe. E o que realmente dá resultado é o equilíbrio. A grande preocupação é que as pessoas, após se submeterem a um jejum intermitente, consumam uma quantidade muito grande de calorias, de alimentos muito gordurosos, e pensem que o jejum que estão fazendo não permitirá que elas engordem.

Além do mais, um estudo realizado pela USP (Universidade de São Paulo), e que foi apresentado recentemente no Congresso da Sociedade Europeia de Endocrinologia, demonstrou que dietas como essa, principalmente do tipo 5:2, em que o indivíduo come o que quiser por 5 dias e, por 2 dias, ela se submete a dieta hipocalórica, podem elevar os riscos de desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Após estudos realizados em ratos, observou-se que as células do pâncreas, que eram responsáveis por liberarem insulina, foram danificadas, e que elas também ficaram mais resistentes ao hormônio.

jejum intermitente

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como sabemos, toda dieta envolve riscos. E com o jejum intermitente não é diferente e no entanto, os resultados apresentados até o momento, têm demonstrado que esse método pode ser bem eficiente se for feito da forma correta. Mas, para isso, é fundamental procurar por um profissional antes de iniciar o jejum. E ir acompanhando os resultados a longo prazo, sem pressa e ansiedade.

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